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Monday, February 7, 2011
Monday, February 2, 2009
Uma ideia vaga
O conceito do SETI@home é genial: quando as pessoas não estão a usar o computador, este irá correr um programa que processa sinais de rádio, tentando encontrar sinais de inteligência extraterrestre. E o que dizer de aproveitar esse conceito por detrás do SETI, o da computação distribuída, para processar informação resultante da actividade cerebral de cada um de nós? Interceptar e explorar pensamentos individuais, uma espécie de brainstorming virtual. Uma razão para tal é o consenso em geral de que uma pessoa pode ser mais produtiva e criativa se tiver um leque de interesses mais diversificado. Como se no cérebro de um criador de uma grande ideia ocorressem previamente intercepções de áreas de conhecimento distintas, como por exemplo, informática e música, para darem corpo a uma nova visão sobre qualquer outra área. A ideia seria potenciar este efeito, simulando discussões entre diferentes elementos de um grupo com vista a alcançar determinados objectivos (fazendo agora jus ao título do post).
Concluo com esta lista de projectos de computação distribuída.
Concluo com esta lista de projectos de computação distribuída.
Sunday, October 12, 2008
Xadrez
Genialidade no Xadrez e Pattern Matching neste documentário. E com um ligeiro divagar pela Web, a descrição de um final de jogo de xadrez curiosa pelo aparentemente mítico Capablanca:
Capablanca's management of the endgame gives the impression of being so natural that one easily forgets the difficulty of such precise play. The difficulty is chiefly psychological. In chess, as in life, one is so accustomed to place value on the material factors that it is not easy to conceive the idea of indulging in pawn sacrifices when there is so little available material.
Capablanca's management of the endgame gives the impression of being so natural that one easily forgets the difficulty of such precise play. The difficulty is chiefly psychological. In chess, as in life, one is so accustomed to place value on the material factors that it is not easy to conceive the idea of indulging in pawn sacrifices when there is so little available material.
Sunday, August 3, 2008
O Ser Humano Perfeito
Título de um artigo do Courier Internacional de Março de 2008 onde se colocam dúvidas sobre a cada vez mais intrusiva interferência da tecnologia nos nossos processos biológicos. Cito algumas perguntas e dou algumas respostas de algibeira.
Se pudéssemos armazenar conhecimentos num <>, para que iríamos dar-nos ao trabalho de aprender e atribuir valor ao saber e à experiência?
O saber e a experiência têm valor como ferramentas de sobrevivência, e depois, como mais um conjuntos de variáveis na nossa percepção e interacção do mundo, por si só, não nos valem de nada. Se pudermos simplificar o processo de aprendizagem do que já existe, libertamos muito mais cedo a mente para partirmos para novas descobertas. Eliminamos a necessidade de reinventar a roda.
Armazenar conhecimento não significa criar conhecimento, e depois, isto é baseado, como a minha resposta, em alguma especulação e num determinado ponto de vista. Acho que é uma pergunta retórica que revela ingenuidade, acho que há imensas áreas a descobrir. Assim como as populações em geral do mundo desenvolvido estão a deixar cada vez mais o trabalho físico para passarem a ser mais vegetativos, também no futuro, a considerarmos esse tipo de avanços, as populações do mundo ou mundos, desenvolvidos de então, também terão um papel diferente do actual, sentado o dia todo ou na net ou em frente à tv ou sentado a trabalhar. Também se poderia ter analogamente feito a mesma pergunta retórica antes de termos passado de pessoas activas fisicamente, e com os saberes e experiências e valores atribuidos a essa realidade de então, sobre a nossa condição do presente.
Obviamente que a passividade física é má, tanto para a saúde como para a mente, mas temos também a possibilidade de ter um estilo de vida activo, apesar de as tendências para a inactividade.
Se na vida não houver nem doença nem dor, saberemos o que é a felicidade?
Acho que se chegarmos a esse ponto, também poderemos ter um botão que controle isso tudo só para quebrarmos a monotonia. E a felicidade não implica nem dor nem doença.
Se todos formos aperfeiçoados, o mundo não ficará com uma sinistra homogeneidade?
Acredito mais no bom senso no sentido de existir uma tentativa de valorização dos nosso traços individuais do que propriamente querermos todos parecer-nos com o Brad Pitt ou com a Angelina Jolie. Mesmo que o mundo ficasse com uma sinistra homogeneidade, haveríamos de ter maneiras de nos distinguirmos subtilmente pelos traços físicos e talvez até fosse uma coisa minimamente boa no sentido de ligarmos mais ao interior do que ao exterior da pessoa.
(...) ao aperfeiçoarmo-nos, não estaremos a renunciar à nossa humanidade?
Terei de responder a isto melhor.. o que é a humanidade? Se é o que vejo do mundo, humanidade é egoísmo e desconsideração algo inconsciente pelos restantes seres vivos do planeta, uma competição indirecta e desigual com as outras espécies . Ou então somos ainda uma criança ainda numa fase muito imatura, pelo menos, já estamos um bocado mais domesticados, em vez de guerreiros e agricultores agora somos gordos com excesso e desperdício de riquezas com outra metado do mundo a morrer à fome. Que bela humanidade esta. Se o aperfeiçoamento ajudar a melhorar esses desiquilíbrios, a levar a um melhor entendimento entre povos e populações, de que é que temos de ter medo? A partir do momento que nós começámos a fazer fogueiras e armas de caça, começámos logo esse processo de aperfeiçoamento da nossa espécie. Existem também outras espécies animais que fazem o mesmo tais como macacos que usam ramos para caçar. O nosso instinto para transformar o que nos rodeia é apenas mais visivel e intenso. De certa forma é humano tendermos para esse cada vez mais intenso aperfeiçoamento.
É evidentemente possível que o aperfeiçoamento do homem não venha a desembocar na utopia ou no fim da humanidade.
É chegado o momento de começarmos a escolher o nosso futuro.
É saudável existirem este tipo de debates algo prematuros no sentido em que muitas destas tecnologias ainda não existem na prática e vão permitir que haja um amadurecimento dos prós e contras deste tipo de intervenções para estarmos melhores preparados quando essas tecnologias se tornarem realidade.
Se pudéssemos armazenar conhecimentos num <
O saber e a experiência têm valor como ferramentas de sobrevivência, e depois, como mais um conjuntos de variáveis na nossa percepção e interacção do mundo, por si só, não nos valem de nada. Se pudermos simplificar o processo de aprendizagem do que já existe, libertamos muito mais cedo a mente para partirmos para novas descobertas. Eliminamos a necessidade de reinventar a roda.
Armazenar conhecimento não significa criar conhecimento, e depois, isto é baseado, como a minha resposta, em alguma especulação e num determinado ponto de vista. Acho que é uma pergunta retórica que revela ingenuidade, acho que há imensas áreas a descobrir. Assim como as populações em geral do mundo desenvolvido estão a deixar cada vez mais o trabalho físico para passarem a ser mais vegetativos, também no futuro, a considerarmos esse tipo de avanços, as populações do mundo ou mundos, desenvolvidos de então, também terão um papel diferente do actual, sentado o dia todo ou na net ou em frente à tv ou sentado a trabalhar. Também se poderia ter analogamente feito a mesma pergunta retórica antes de termos passado de pessoas activas fisicamente, e com os saberes e experiências e valores atribuidos a essa realidade de então, sobre a nossa condição do presente.
Obviamente que a passividade física é má, tanto para a saúde como para a mente, mas temos também a possibilidade de ter um estilo de vida activo, apesar de as tendências para a inactividade.
Se na vida não houver nem doença nem dor, saberemos o que é a felicidade?
Acho que se chegarmos a esse ponto, também poderemos ter um botão que controle isso tudo só para quebrarmos a monotonia. E a felicidade não implica nem dor nem doença.
Se todos formos aperfeiçoados, o mundo não ficará com uma sinistra homogeneidade?
Acredito mais no bom senso no sentido de existir uma tentativa de valorização dos nosso traços individuais do que propriamente querermos todos parecer-nos com o Brad Pitt ou com a Angelina Jolie. Mesmo que o mundo ficasse com uma sinistra homogeneidade, haveríamos de ter maneiras de nos distinguirmos subtilmente pelos traços físicos e talvez até fosse uma coisa minimamente boa no sentido de ligarmos mais ao interior do que ao exterior da pessoa.
(...) ao aperfeiçoarmo-nos, não estaremos a renunciar à nossa humanidade?
Terei de responder a isto melhor.. o que é a humanidade? Se é o que vejo do mundo, humanidade é egoísmo e desconsideração algo inconsciente pelos restantes seres vivos do planeta, uma competição indirecta e desigual com as outras espécies . Ou então somos ainda uma criança ainda numa fase muito imatura, pelo menos, já estamos um bocado mais domesticados, em vez de guerreiros e agricultores agora somos gordos com excesso e desperdício de riquezas com outra metado do mundo a morrer à fome. Que bela humanidade esta. Se o aperfeiçoamento ajudar a melhorar esses desiquilíbrios, a levar a um melhor entendimento entre povos e populações, de que é que temos de ter medo? A partir do momento que nós começámos a fazer fogueiras e armas de caça, começámos logo esse processo de aperfeiçoamento da nossa espécie. Existem também outras espécies animais que fazem o mesmo tais como macacos que usam ramos para caçar. O nosso instinto para transformar o que nos rodeia é apenas mais visivel e intenso. De certa forma é humano tendermos para esse cada vez mais intenso aperfeiçoamento.
É evidentemente possível que o aperfeiçoamento do homem não venha a desembocar na utopia ou no fim da humanidade.
É chegado o momento de começarmos a escolher o nosso futuro.
É saudável existirem este tipo de debates algo prematuros no sentido em que muitas destas tecnologias ainda não existem na prática e vão permitir que haja um amadurecimento dos prós e contras deste tipo de intervenções para estarmos melhores preparados quando essas tecnologias se tornarem realidade.
Wednesday, June 4, 2008
Última aula de Ciências da Linguagem e Cognição
Uma teórica ás 9h30 da manhã, de fraca atenção no que o professor dizia e de uma quantidade mais do que recomendada de vezes em que ia adormecendo, dado que tive de fazer directa para entregar um projecto, num anfiteatro com mais 4 ou 5 pessoas, tudo naturalmente na 1a fila, junto ao professor, não foi exactamente o final ideal para a última aula.
No entanto, o final acabou por me despertar mais quando o professor fez surgir a discussão sobre a área das ciências cognitivas.
Levantei a possível dúvida de que o actual paradigma que determina o avanço nesta área, o de se entender o cérebro como um processador de informação, poderá limitar mais o nosso entendimento do funcionamento do cérebro como um todo do que propriamente ajudar-nos: tinha-se feito referência no ínicio deste semestre à enorme quantidade de experiências sobre faculdades do nosso cérebro mas sem uma base unificadora a elas todas.
No entanto, o professor também me fez perceber que a ciência não pode ficar parada, que se tem de aproveitar o que de momento funciona. O exemplo usado na discussão demonstrava isso mesmo, o da transição de galileu para einstein, que einstein levou o paradigma actual até ao limite e quebrou-o, criando um novo paradigma.
Não deixei de achar necessário haver uma cultura de ataque ao paradigma actual, o de tentar entender o cérebro através de novas abordagens, ou de uma perspectiva que enriqueça grandemente a visão actual.
Ideias... ver o cérebro como um apêndice do corpo físico, um auxílio, mais outro membro do grande esquema de evolução e sobrevivência deste grande fenómeno que é a vida, que funciona como uma rede eléctrica fluída, não errónea e altamente complexa que.... processa informação... isto vai ser difícil...
No entanto, o final acabou por me despertar mais quando o professor fez surgir a discussão sobre a área das ciências cognitivas.
Levantei a possível dúvida de que o actual paradigma que determina o avanço nesta área, o de se entender o cérebro como um processador de informação, poderá limitar mais o nosso entendimento do funcionamento do cérebro como um todo do que propriamente ajudar-nos: tinha-se feito referência no ínicio deste semestre à enorme quantidade de experiências sobre faculdades do nosso cérebro mas sem uma base unificadora a elas todas.
No entanto, o professor também me fez perceber que a ciência não pode ficar parada, que se tem de aproveitar o que de momento funciona. O exemplo usado na discussão demonstrava isso mesmo, o da transição de galileu para einstein, que einstein levou o paradigma actual até ao limite e quebrou-o, criando um novo paradigma.
Não deixei de achar necessário haver uma cultura de ataque ao paradigma actual, o de tentar entender o cérebro através de novas abordagens, ou de uma perspectiva que enriqueça grandemente a visão actual.
Ideias... ver o cérebro como um apêndice do corpo físico, um auxílio, mais outro membro do grande esquema de evolução e sobrevivência deste grande fenómeno que é a vida, que funciona como uma rede eléctrica fluída, não errónea e altamente complexa que.... processa informação... isto vai ser difícil...
Wednesday, April 23, 2008
Divagações sobre Inteligência Artificial
Transcrição de um texto que escrevi a 11/3/2008, tendo guardado o rascunho inicial deste post para posterior edição, lembrei-me de procurar na Wikipedia o conceito de Inteligência Colectiva. Fiquei mais "iluminado" pela entrada na Wikipedia e curioso por explorar outras ligações , entre várias, de conceitos relacionados que me pareceram interessantes.
O que já foi, o que é e o que será é que formam parte ou a totalidade de diferentes variedades ou identidades de inteligência humana, um somatório de todos os tipos de personalidade/identidade do homem.
Esse somatório representa, em analogia aos computadores, o percorrer de todas ou parte das possibilidades de pensamentos humanos, uma espécie de ciclo de procura a perscutar, para um dado problema, o que é que cada homem e mulher que já viveram, vivem e viverão responderia.
Uma mais valia da inteligência está na cooperação entre vários indivíduos visto que, de certa forma, o conceito de inteligência pressupõe incompletude.
Uma inteligência Artificial teria de reflectir parte dessa incompletude que caracteriza cada um de nós, de um caminho pensante único a cada um de nós, resultado de uma herança genética única, do sítio, da hora, do contexto onde nascemos, de todo o nosso precurso e experiências.
Tuesday, April 1, 2008
Friday, January 4, 2008
Paradoxo da escolha e a Web 2.0
Web 2.0, interactivadade onde antes reinava o estático, de espectador a criador, modificador de conteúdo "em tempo real". Uma cascata interminável de informação que, para ser bem aproveitada, exige uma mente atenta, que saiba onde existam recursos adequados, que faça por conhecer esses recursos, que os saiba organizar, aproveitar, descartar, e continuar a procurar por outros, sem chegar a um pico de impotência perante tanto sítio com o mesmo tipo de informação, com o mesmo estilo de escrita. Seria este o cenário ideal para uma navegação mais sã pela Internet.
É de certa forma necessário ignorar muito do que se passa lá fora porque a Web 2.0 veio-nos "garantir" que iremos sempre achar dezenas de sites com o mesmo tipo de informação que nos deixam, à primeira vista, paralisados por não sabermos escolher. O paradoxo da escolha, a paralisia por termos simplesmente demasiadas escolhas e, independentemente da escolha que fizermos, ficarmos sempre arrependidos.
É deste emaranhado caótico de informação e contra-informação que surge a necessidade de os sites com grande volume de tráfego terem uma certa consciência social, de explicarem que nível de Internet é este que temos e como aproveitá-lo da melhora maneira, como usar um motor de busca correctamente, como gerir as várias identidades que temos na internet (conta de email, conta de myspace, conta de blog, etc) a partir de um único ou vários sites, estratégias para uma navegação mais saudável.
É de certa forma necessário ignorar muito do que se passa lá fora porque a Web 2.0 veio-nos "garantir" que iremos sempre achar dezenas de sites com o mesmo tipo de informação que nos deixam, à primeira vista, paralisados por não sabermos escolher. O paradoxo da escolha, a paralisia por termos simplesmente demasiadas escolhas e, independentemente da escolha que fizermos, ficarmos sempre arrependidos.
É deste emaranhado caótico de informação e contra-informação que surge a necessidade de os sites com grande volume de tráfego terem uma certa consciência social, de explicarem que nível de Internet é este que temos e como aproveitá-lo da melhora maneira, como usar um motor de busca correctamente, como gerir as várias identidades que temos na internet (conta de email, conta de myspace, conta de blog, etc) a partir de um único ou vários sites, estratégias para uma navegação mais saudável.
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