Sunday, May 17, 2009

Tutorial e dicas de LaTeX

Uma introdução bastante abrangente ao LaTeX dividido em várias secções. De se referir as seguintes em particular: estrutura de documentos, formatação de texto, tabelas, inserção de imagens e criação de bibliografias.
Adiciono também as seguintes dicas sobre pacotes a usar em artigos académicos e que facilitam a formatação do texto e o reconhecimento de caracteres com acentos:

\documentclass[12pt,a4paper]{article}
\usepackage{indentfirst}
\usepackage{ucs}
\usepackage[utf8x]{inputenc}
\usepackage[portuguese]{babel}

Tuesday, February 3, 2009

Mapa neuronal

"(...) it will allow scientists to see, for the first time, the path that information takes as it is shuttled from cell to cell, and how all these cells and the information they transmit weave together to create a conscious brain."

Uma nova forma de analisar a actividade neuronal num artigo da Nature, aqui.

Monday, February 2, 2009

Uma ideia vaga

O conceito do SETI@home é genial: quando as pessoas não estão a usar o computador, este irá correr um programa que processa sinais de rádio, tentando encontrar sinais de inteligência extraterrestre. E o que dizer de aproveitar esse conceito por detrás do SETI, o da computação distribuída, para processar informação resultante da actividade cerebral de cada um de nós? Interceptar e explorar pensamentos individuais, uma espécie de brainstorming virtual. Uma razão para tal é o consenso em geral de que uma pessoa pode ser mais produtiva e criativa se tiver um leque de interesses mais diversificado. Como se no cérebro de um criador de uma grande ideia ocorressem previamente intercepções de áreas de conhecimento distintas, como por exemplo, informática e música, para darem corpo a uma nova visão sobre qualquer outra área. A ideia seria potenciar este efeito, simulando discussões entre diferentes elementos de um grupo com vista a alcançar determinados objectivos (fazendo agora jus ao título do post).
Concluo com esta lista de projectos de computação distribuída.

Saturday, November 1, 2008

Aquilo que ainda não sabemos

Do Channel4, What we still don't know: are we real?

What is remarcable is that atoms have assembled into entities which are somehow able to ponder their origins.




E como complemento, mais visões do futuro em "Ser Humano, versão 2.0".
Restantes partes: 2, 3, 4, 5, 6.

Sunday, October 12, 2008

Xadrez

Genialidade no Xadrez e Pattern Matching neste documentário. E com um ligeiro divagar pela Web, a descrição de um final de jogo de xadrez curiosa pelo aparentemente mítico Capablanca:

Capablanca's management of the endgame gives the impression of being so natural that one easily forgets the difficulty of such precise play. The difficulty is chiefly psychological. In chess, as in life, one is so accustomed to place value on the material factors that it is not easy to conceive the idea of indulging in pawn sacrifices when there is so little available material.

Sunday, September 21, 2008

Mais um cheirinho a natureza

Um passeio matinal até a um monte que tem uma vista sobre as 2 cidadas da região, Sandnes e Stavanger, que distam cerca de 10 Km uma da outra. As fotos de casas são da zona velha da cidade, num precurso organizado pela associação de estudantes da faculdade. As últimas 2 fotos são de um piquenique ao final da tarde no sítio onde pelos vistos se deu a reunificação das 3 regiões da Noruega em 872 apesar de o monumento ser de 1983.













Tuesday, August 26, 2008

Månafossen, uma queda de água

Ou coisa parecida! A água cai dum sítio pelo menos, a cerca de 92 m do chão e fica localizada, inesperadamente, no ínicio dum fiorde. Sem ser uma cascata particularmente imponente, dá um bom passeio no geral visto que toda a área tem paisagens interessantes.












Thursday, August 21, 2008

De Erasmus em Stavanger, Noruega

Stavanger no Google Earth:


Os 2 marcadores mais abaixo representam, da esquerda para a direita, a Universidade de Stavanger e a residência onde estou. O marcador mais alto fica entre o porto da cidade e um pequeno lago chamado Breiavatnet, no centro da cidade.

Esta série de fotos são da primeira semana, quando cheguei, a 11 de Agosto. Começo pela residência onde estou:


A seguir, as típicas casas destas gentes que existem por todo o lado:



Das primeiras vezes que andei pela cidade, de autocarro, foi inevitável comparar este tipo de imagens com os créditos no final de cada episódio do All in the Family.

Este jardim fica encaixado entre zonas residenciais e na prática não tem muito que se lhe diga, mas deu umas fotos engraçadas:

Uma das entradas para o jardim. Em baixo, um barraco que havia lá pelo meio e o tipo de caminho do jardim.



As próximas fotos são da faculdade. Dão uma ideia bastante incompleta do campus mas representam o núcleo do mesmo. Tratam-se de edifícios administrativos que dão para a rua principal da faculdade. e na última foto, escondidos e em 2º plano, devido a não terem sido o objectivo da foto, a Faculdade de Ciências e a biblioteca.






Zona de bares sobre o porto. Na imagem do Google Earth, nota-se a forma do porto, aproveitando a entrada do mar nessa zona.



A mega catedral da gente de Stavanger, não é que seja mega mas não deixa de ser bonita. Catedral essa que fica junto ao tal Breiavatnet.







O sítio, em resumo, é engraçado, como tentei dizer atrás, está carregado de casas mais ou menos tradicionais à volta do coração da cidade: a zona do porto e o lago Breiavatnet. Misture-se este cenário com verde q.b. e temos a cidade de Stavanger.

Sunday, August 3, 2008

O Ser Humano Perfeito

Título de um artigo do Courier Internacional de Março de 2008 onde se colocam dúvidas sobre a cada vez mais intrusiva interferência da tecnologia nos nossos processos biológicos. Cito algumas perguntas e dou algumas respostas de algibeira.

Se pudéssemos armazenar conhecimentos num <>, para que iríamos dar-nos ao trabalho de aprender e atribuir valor ao saber e à experiência?

O saber e a experiência têm valor como ferramentas de sobrevivência, e depois, como mais um conjuntos de variáveis na nossa percepção e interacção do mundo, por si só, não nos valem de nada. Se pudermos simplificar o processo de aprendizagem do que já existe, libertamos muito mais cedo a mente para partirmos para novas descobertas. Eliminamos a necessidade de reinventar a roda.

Armazenar conhecimento não significa criar conhecimento, e depois, isto é baseado, como a minha resposta, em alguma especulação e num determinado ponto de vista. Acho que é uma pergunta retórica que revela ingenuidade, acho que há imensas áreas a descobrir. Assim como as populações em geral do mundo desenvolvido estão a deixar cada vez mais o trabalho físico para passarem a ser mais vegetativos, também no futuro, a considerarmos esse tipo de avanços, as populações do mundo ou mundos, desenvolvidos de então, também terão um papel diferente do actual, sentado o dia todo ou na net ou em frente à tv ou sentado a trabalhar. Também se poderia ter analogamente feito a mesma pergunta retórica antes de termos passado de pessoas activas fisicamente, e com os saberes e experiências e valores atribuidos a essa realidade de então, sobre a nossa condição do presente.

Obviamente que a passividade física é má, tanto para a saúde como para a mente, mas temos também a possibilidade de ter um estilo de vida activo, apesar de as tendências para a inactividade.

Se na vida não houver nem doença nem dor, saberemos o que é a felicidade?

Acho que se chegarmos a esse ponto, também poderemos ter um botão que controle isso tudo só para quebrarmos a monotonia. E a felicidade não implica nem dor nem doença.

Se todos formos aperfeiçoados, o mundo não ficará com uma sinistra homogeneidade?

Acredito mais no bom senso no sentido de existir uma tentativa de valorização dos nosso traços individuais do que propriamente querermos todos parecer-nos com o Brad Pitt ou com a Angelina Jolie. Mesmo que o mundo ficasse com uma sinistra homogeneidade, haveríamos de ter maneiras de nos distinguirmos subtilmente pelos traços físicos e talvez até fosse uma coisa minimamente boa no sentido de ligarmos mais ao interior do que ao exterior da pessoa.

(...) ao aperfeiçoarmo-nos, não estaremos a renunciar à nossa humanidade?

Terei de responder a isto melhor.. o que é a humanidade? Se é o que vejo do mundo, humanidade é egoísmo e desconsideração algo inconsciente pelos restantes seres vivos do planeta, uma competição indirecta e desigual com as outras espécies . Ou então somos ainda uma criança ainda numa fase muito imatura, pelo menos, já estamos um bocado mais domesticados, em vez de guerreiros e agricultores agora somos gordos com excesso e desperdício de riquezas com outra metado do mundo a morrer à fome. Que bela humanidade esta. Se o aperfeiçoamento ajudar a melhorar esses desiquilíbrios, a levar a um melhor entendimento entre povos e populações, de que é que temos de ter medo? A partir do momento que nós começámos a fazer fogueiras e armas de caça, começámos logo esse processo de aperfeiçoamento da nossa espécie. Existem também outras espécies animais que fazem o mesmo tais como macacos que usam ramos para caçar. O nosso instinto para transformar o que nos rodeia é apenas mais visivel e intenso. De certa forma é humano tendermos para esse cada vez mais intenso aperfeiçoamento.

É evidentemente possível que o aperfeiçoamento do homem não venha a desembocar na utopia ou no fim da humanidade.

É chegado o momento de começarmos a escolher o nosso futuro.

É saudável existirem este tipo de debates algo prematuros no sentido em que muitas destas tecnologias ainda não existem na prática e vão permitir que haja um amadurecimento dos prós e contras deste tipo de intervenções para estarmos melhores preparados quando essas tecnologias se tornarem realidade.

Monday, July 14, 2008

A Prova da Web

Um blog curioso em termos de incursões pelo mundo da filosofia e ciências cognitivas embora ache que alguns posts são fruto de demasiado tempo livre.

Um laboratório de investigação na área das ciências cognitivas da Universidade de Maryland. O termo, se o entendi correctamente, vem da mistura da vertente de manipulação abstracta de símbolos com a vertente de se lhe dar significado a essas manipulações sendo estas feitas pelo sistema perceptual e motor do cérebro. Parece ser um modelo que tenta ligar a cognição humana com a influência que o nosso corpo tem nessa mesma cognição.

A página da Nature na Internet, destaque para a Nature Network, uma rede social com grupos de discussão. Apesar do acesso limitado para o acesso gratuito, acaba por valer a pena pela rede social que construíram.

Apesar de parecer interessante, não tive paciência para ler a página toda, o que me chamou a atenção foi a secção "Capturing the Whole Picture", para onde o link aponta, em que apresentam um Triângulo Holístico. Segundo o texto, este triângulo combina e permite identificar as 3 grandes componentes na avaliação de programas escolares o que no fundo acaba por ser uma espécie de avaliação de nós próprios.

Wednesday, June 4, 2008

Última aula de Ciências da Linguagem e Cognição

Uma teórica ás 9h30 da manhã, de fraca atenção no que o professor dizia e de uma quantidade mais do que recomendada de vezes em que ia adormecendo, dado que tive de fazer directa para entregar um projecto, num anfiteatro com mais 4 ou 5 pessoas, tudo naturalmente na 1a fila, junto ao professor, não foi exactamente o final ideal para a última aula.

No entanto, o final acabou por me despertar mais quando o professor fez surgir a discussão sobre a área das ciências cognitivas.

Levantei a possível dúvida de que o actual paradigma que determina o avanço nesta área, o de se entender o cérebro como um processador de informação, poderá limitar mais o nosso entendimento do funcionamento do cérebro como um todo do que propriamente ajudar-nos: tinha-se feito referência no ínicio deste semestre à enorme quantidade de experiências sobre faculdades do nosso cérebro mas sem uma base unificadora a elas todas.

No entanto, o professor também me fez perceber que a ciência não pode ficar parada, que se tem de aproveitar o que de momento funciona. O exemplo usado na discussão demonstrava isso mesmo, o da transição de galileu para einstein, que einstein levou o paradigma actual até ao limite e quebrou-o, criando um novo paradigma.

Não deixei de achar necessário haver uma cultura de ataque ao paradigma actual, o de tentar entender o cérebro através de novas abordagens, ou de uma perspectiva que enriqueça grandemente a visão actual.

Ideias... ver o cérebro como um apêndice do corpo físico, um auxílio, mais outro membro do grande esquema de evolução e sobrevivência deste grande fenómeno que é a vida, que funciona como uma rede eléctrica fluída, não errónea e altamente complexa que.... processa informação... isto vai ser difícil...